Do Estreito de Ormuz ao canteiro de obras: por que a geopolítica global está encarecendo o metro quadrado no Brasil

A escalada do conflito no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz desencadearam uma cadeia global de impactos que já começa a pressionar o custo da construção civil no Brasil. A alta do petróleo, que chegou a ultrapassar US$ 119 por barril, elevou fretes marítimos, encareceu insumos industriais e pressionou o câmbio, afetando diretamente materiais como aço, cimento e derivados petroquímicos. Com o transporte global mais caro e o dólar valorizado, o custo de produção das obras aumenta enquanto o crédito imobiliário também se torna mais restritivo, em meio a juros elevados e mudanças tributárias que reduzem o funding do setor. Esse cenário cria uma “tempestade perfeita” que tende a encarecer o metro quadrado no país. Diante disso, construtoras e incorporadoras precisam adotar estratégias como antecipação de compras, diversificação de fontes de financiamento e maior monitoramento de indicadores macroeconômicos. Em um contexto de múltiplos choques simultâneos, a capacidade de antecipação e gestão estratégica será determinante para preservar margens e competitividade no setor.

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O fim do improviso: restaurantes não sobrevivem mais sem gestão estruturada

O setor de alimentação fora do lar segue como um dos mais dinâmicos da economia brasileira, mas também um dos mais desafiadores. Apesar do crescimento constante na abertura de novos estabelecimentos, uma realidade persiste: o alto índice de fechamento de restaurantes nos primeiros anos de operação. Especialistas apontam que, na maioria dos casos, o problema não está no produto ou na localização, mas sim na gestão.

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