Criar conteúdo nas redes sociais não é só um trabalho, é uma corrida contra o algoritmo. Para se manterem visíveis, relevantes e contratáveis, criadores de conteúdo estão adaptando formatos, frequência e linguagem o tempo todo. Porém, o esforço exigido para acompanhar as regras invisíveis das plataformas está levando muitos ao limite.
É o que mostra a segunda edição do Creator POV, pesquisa exclusiva realizada pela BrandLovers com mais de 5 mil creators de todas as regiões do Brasil. Lidar com os algoritmos foi apontado como um dos maiores desafios da profissão por 67% dos respondentes, superando até temas como precificação e acesso a campanhas.
“A princípio, pode parecer que a relação entre criadores e algoritmos não impacta diretamente as marcas, mas o que esse dado aponta para uma tendência de sobrecarga que reduz qualidade e espontaneidade são campanhas menos autênticas e com menor conexão real com o público”, alerta Rapha Avellar, CEO da BrandLovers.
Em outras palavras, a pressão algorítmica vivenciada pelos creators diz respeito também às marcas porque ela interfere na capacidade de criação. Reféns de parâmetros muitas vezes “invisíveis”, os criadores de conteúdo podem apelar para truques de engajamento rápido, apostando em fórmulas prontas e repetições, em vez de priorizar consistência e autenticidade. O resultado são entregas pasteurizadas e que podem passar batido para o público-alvo da marca.
“O algoritmo virou o novo chefe invisível da Creator Economy. Ele dita quem aparece, quem engaja e quem ganha, mas ao permitir que a lógica da performance se sobreponha à liberdade criativa, todo mundo perde, inclusive as marcas. Não é só sobre estar visível, é sobre estar conectado com verdade”, analisa Avellar.
Para além da qualidade da entrega, o dado sobre o desafio de lidar com os algoritmos também chama a atenção para os indicadores de resultados — mais especificamente, para a necessidade de repensá-los. Isso porque muitas marcas ainda se ancoram em métricas de vaidade, como visualizações e curtidas, em vez de sinais de afinidade e credibilidade. Essa lógica não só acentua a pressão dos algoritmos como contribui para desgastar os criadores — algo identificado pela pesquisa.
De acordo com o levantamento, mais de 64,7% dos creators disseram sentir que precisam estar sempre online para não perder relevância e 51% confessaram ter dificuldade de desconectar do trabalho como creator — outros 20% afirmaram que simplesmente nunca conseguem desligar a mente da função. Soma-se a esse cenário de saúde mental comprometida à competitividade crescente que aterroriza os criadores de conteúdo: 1 em cada 4 creators relata se sentir pressionado pela concorrência com outros perfis.
Os creators têm um recado: visibilidade não é tudo, conexão é o que vale
Nos comentários abertos da pesquisa, criadores de diferentes nichos e perfis deixaram um recado direto para as marcas: olhem além dos números. A maioria sabe o que funciona com sua comunidade, entende o valor da entrega autêntica e sente quando uma campanha perde força ao seguir apenas métricas.
“Se querem se conectar de verdade com creators como eu, olhem além dos números. Valorizem quem entrega com verdade, com carinho, com dedicação em cada conteúdo. A gente conhece o nosso público, sabe como se comunicar com ele e transforma cada publi em algo real, leve e que gera conexão de verdade. Parcerias genuínas fazem toda a diferença — tanto pra marca quanto pra quem acompanha a gente todos os dias”, escreveu uma das creators.
Outros comentários reforçam a mesma mensagem: que visibilidade não se compra, conexão não se fabrica, e que confiança, escuta e propósito fazem mais pela marca do que curtidas e números de seguidores. Criadores pedem espaço para criar com autenticidade e transformar campanhas em conversas reais com suas audiências. Não à toa, 60,3% afirmam que criar com liberdade contribui diretamente para o bem-estar.
Métricas importam, mas escutar importa mais
Para a BrandLovers, que transformou a Creator Economy em um canal de mídia programática viva, os dados são essenciais, mas não substituem a escuta. A plataforma combina tecnologia e automação com inteligência criativa para potencializar a conexão entre marcas e creators que fazem sentido um para o outro.
“A gente acredita em dados, mas também acredita em voz. Nosso papel é usar tecnologia para escalar o que funciona e não para engessar quem cria. O creator conhece o público dele. Quando há escuta e confiança, o conteúdo flui com mais verdade e muito mais resultado”, destaca Rapha.
Esse é o diferencial da BrandLovers: transformar influência em mídia mensurável sem abrir mão da autenticidade, integrando creators às estratégias de marketing de forma inteligente, segmentada e com impacto real, para todos os lados da cadeia.
Sobre a pesquisa
O Creator POV 2025 é a segunda edição consecutiva da maior pesquisa do Brasil dedicada à realidade dos criadores de conteúdo. Conduzido pela BrandLovers, o estudo teve abordagem quantitativa e foi realizado por meio de formulário online, entre os dias 20 de junho e 08 de agosto de 2025.
A amostra conta com 5.169 respondentes, de todas as cinco regiões do Brasil, incluindo nano, micro e macro creators atuantes em diferentes nichos.
Além dos dados coletados via survey, o relatório também se apoia em informações comportamentais e analíticas extraídas da plataforma Creator Ads da BrandLovers, além de outros estudos de mercado. Com isso, a pesquisa amplia a compreensão sobre o cenário, os desafios e as oportunidades reais para quem vive da criação de conteúdo no Brasil.
Gabriela Cardoso (11) 97344-5100 [email protected]
