A organização austríaca dedicada à proteção da privacidade, Noyb, protocolou uma queixa contra o LinkedIn nesta terça-feira (5), acusando a plataforma de networking profissional de comercializar informações de milhões de seus usuários. O nome da entidade significa “None of Your Business” (“Não é da sua conta”).
A ONG revelou que a ação foi apresentada à Autoridade Austríaca de Proteção de Dados em nome de um usuário que solicita o acesso aos dados que a plataforma possui sobre ele. A entidade afirma que o indivíduo espera uma resposta completa ao seu pedido.
Além disso, a Noyb requer que sejam impostas sanções financeiras à rede social, que faz parte do conglomerado Microsoft. Segundo a organização, o LinkedIn justifica sua recusa em atender essas solicitações com preocupações relacionadas à proteção de dados.
Incoerência nas práticas de manejo de dados do LinkedIn
A ONG destaca uma incoerência nas políticas da empresa. Enquanto se nega a disponibilizar informações com base em supostas preocupações com a privacidade, o LinkedIn oferece aos usuários a possibilidade de adquirir um plano Premium para ter acesso mais detalhado sobre quem visualizou seus perfis.
“Os indivíduos têm o direito de acessar suas próprias informações sem custos”, declarou o advogado da Noyb, Martin Baumann, em entrevista à agência France-Presse.
A entidade, sediada em Viena, também levanta dúvidas sobre a legalidade do monitoramento dos usuários realizado pela plataforma. De acordo com a Noyb, esse processo “falta clareza”, uma vez que não existe solicitação clara de consentimento por parte dos usuários.
