Google estima investimento de até US$ 190 bilhões em inteligência artificial até 2026, impulsionado pela produção interna de chips

No Google I/O 2026, realizado nesta terça-feira, dia 19, a gigante da tecnologia anunciou um aumento significativo em seus investimentos na infraestrutura de inteligência artificial. Após alocar US$ 31 bilhões em despesas de capital no ano passado, a expectativa para este ano é que esses gastos alcancem entre US$ 180 bilhões e US$ 190 bilhões.

Novidade foi apresentada durante o Google I/O

O crescimento acentuado nos investimentos está diretamente ligado ao desenvolvimento das Unidades de Processamento Tensor (TPUs), chips personalizados criados pela empresa para aplicações de IA. Ao contrário dos chips Tensor utilizados nos smartphones da linha Pixel, essas TPUs são especificamente projetadas para operar em data centers, onde desempenham um papel crucial no treinamento e na execução de modelos de inteligência artificial. A última geração desses chips divide as funções em duas unidades: uma dedicada ao treinamento intensivo e outra otimizada para fornecer respostas rápidas durante a interação dos usuários com os modelos.

Para ilustrar a eficiência dessa nova arquitetura, o Google demonstrou a criação de um jogo inspirado no famoso dinossauro do Chrome a partir de apenas um prompt, utilizando um modelo Gemini Flash que ainda está em fase de desenvolvimento. O resultado foi gerado em tempo real, com uma taxa impressionante de quase 1.500 tokens por segundo.

A apresentação ocorre em um contexto favorável, já que as ações da empresa tiveram um crescimento acumulado de 140% no último ano. Esse desempenho positivo reflete a percepção do mercado financeiro sobre a consolidação da companhia como líder no setor de inteligência artificial.

Os investidores estão atentos às próximas iniciativas da empresa nas áreas de lançamento dos modelos Gemini, evolução do comércio agêntico e distribuição externa das TPUs.

A Alphabet busca demonstrar sua habilidade em monetizar essas inovações em larga escala e continuar impulsionando suas divisões mais lucrativas, como o setor de nuvem, diante da concorrência crescente com empresas como OpenAI, Microsoft e Anthropic.