NASA apresenta os quatro astronautas selecionados para a missão Artemis 3

Na terça-feira (9), durante uma transmissão ao vivo, foram apresentados os integrantes da tripulação da missão Artemis 3: Andre Douglas, Randy Bresnik e Frank Rubio, todos da NASA, e o italiano Luca Parmitano, representando a Agência Espacial Europeia (ESA). Conheça mais sobre esses astronautas a seguir.

Originalmente, essa missão tinha como objetivo realizar o primeiro pouso humano na Lua desde a conclusão do programa Apollo em 1972. Contudo, foi informado que essa atividade foi transferida para a Artemis 4, programada para ser lançada em 2028.

Com essa alteração, a nova fase seguinte à bem-sucedida Artemis 2 não será um pouso lunar, mas sim uma operação de teste com astronautas em órbita terrestre, agendada para 2027.

Como será a missão Artemis 3

A Artemis 3 se destaca por ser uma das iniciativas mais complexas já realizadas pela NASA. Pela primeira vez, a agência está organizando uma missão que envolve múltiplos lançamentos e significativa colaboração com empresas privadas. Estão envolvidos na operação a cápsula Orion da NASA e os módulos de pouso desenvolvidos pela SpaceX (Starship) e pela Blue Origin (Blue Moon Mark 2).

O lançamento da Orion ocorrerá através do foguete Space Launch System (SLS), no Centro Espacial Kennedy na Flórida. A espaçonave transportará quatro astronautas para uma órbita baixa ao redor da Terra. Diferente do plano inicial, o foguete não contará com um estágio superior ativo.

No lugar desse estágio, será empregado um “espaçador”, que possui o mesmo peso e dimensões do estágio original, mas sem motores. Essa estrutura mantém as características físicas do foguete semelhantes às das futuras missões. Sua produção está sendo realizada no Centro Marshall, localizado no Alabama, onde engenheiros estão dedicados à fabricação e preparação dos componentes estruturais.

Após o lançamento, a cápsula Orion utilizará seu módulo de serviço desenvolvido na Europa para manobras e estabilização em sua órbita terrestre. Esse sistema é essencial para propulsão, fornecimento de energia e controle da nave ao longo de toda a missão.

A decisão de manter as operações em órbita terrestre oferece benefícios significativos. Segundo informações da NASA, esse modelo amplia as oportunidades de lançamento e facilita a coordenação entre os diversos veículos envolvidos, incluindo a Orion e os protótipos dos módulos de pouso das empresas parceiras.

Durante a missão, os astronautas terão a oportunidade de interagir com pelo menos um dos módulos de pouso em testes. Essa fase será crucial para avaliar como será a movimentação entre as espaçonaves e testar os sistemas de acoplamento em condições reais.

Os astronautas também passarão mais tempo na cápsula Orion do que na Artemis 2, permitindo uma investigação mais aprofundada dos sistemas de suporte à vida, como controle térmico, fornecimento de oxigênio e reciclagem de recursos essenciais.

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Orion faz primeiro teste de acoplamento em órbita com astronautas a bordo

A demonstração do sistema de acoplamento da Orion representa outro aspecto crucial da missão. Esta será a primeira vez que a NASA realizará um teste completo dessa tecnologia durante uma missão tripulada. Tal sistema é vital para operações futuras em órbita lunar e para expedições mais distantes planejadas para Marte.

A missão também incluirá testes do novo escudo térmico projetado para proteger a cápsula durante sua reentrada na atmosfera terrestre. Este acessório foi desenvolvido para suportar temperaturas extremas e aumentar a segurança em trajetórias desafiadoras.

Espera-se que o anúncio dos membros da tripulação venha acompanhado de mais informações sobre o voo, incluindo duração da missão e possíveis atividades científicas planejadas em órbita. Além disso, a agência está explorando novas formas de comunicação com a Terra, visto que não utilizará a Rede de Espaço Profundo (DSN), que deu suporte à Artemis 2.

Outra possibilidade em consideração é o lançamento de pequenos satélites CubeSats durante a missão com colaboração de instituições e empresas parceiras. Esses experimentos têm potencial para enriquecer o escopo científico do voo.

Ainda que não haja um pouso na Lua nesta etapa, fica evidente que a Artemis 3 desempenhará um papel fundamental no programa espacial como um grande teste preparatório para tecnologias, procedimentos e equipes visando o retorno humano à superfície lunar e futuras missões tripuladas marcianas.

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