A Electronic Arts (EA) anunciou recentemente uma nova série de demissões que afetou colaboradores nos Estados Unidos e na Índia. Informações reveladas pelo Kotaku indicam que os cortes impactaram diversas áreas da empresa, incluindo suporte ao cliente, tecnologia da informação (TI), recrutamento e outras funções administrativas.
Embora o número exato de profissionais dispensados não tenha sido oficialmente informado, há relatos de que alguns deles possuíam mais de dez anos de experiência na companhia.
Demissões atingem vários setores
Segundo relatos internos, a EA já havia sinalizado essas mudanças dias antes dos desligamentos. Um comunicado destinado às equipes de atendimento mencionava a necessidade de ajustes em certas funções e uma reestruturação das responsabilidades entre os departamentos.
Além das demissões, a empresa estaria criando novas posições, sugerindo uma reestruturação em andamento. Contudo, esses cortes refletem um ambiente instável que tem afetado grandes publishers e estúdios globalmente.
Demissões anteriores na EA
Este não é um caso isolado, pois a Electronic Arts já havia realizado cortes em sua força de trabalho nos últimos anos. Em 2025, por exemplo, a empresa reduziu o quadro em estúdios como Respawn Entertainment e Codemasters e até encerrou as atividades da Cliffhanger Games.
No ano seguinte, 2026, a EA também promoveu demissões nas equipes relacionadas à Battlefield Studios, mesmo com Battlefield 6 tendo se tornado o jogo mais vendido do ano anterior.
Cortes anteriores também foram atribuídos ao desempenho comercial insatisfatório de determinados projetos. Após o jogo Dragon Age: The Veilguard não atingir as expectativas da empresa, colaboradores da BioWare foram igualmente afetados por demissões.
Aquisição bilionária em meio à reestruturação
Essas novas demissões ocorrem enquanto a Electronic Arts avança no processo de aquisição pelo Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), com uma negociação estimada em US$ 55 bilhões.
A transação tem gerado discussões acaloradas tanto dentro quanto fora da indústria. Parte da comunidade expressa preocupações sobre possíveis mudanças em franquias renomadas da empresa, como The Sims. Apesar dos esforços da EA para acalmar os jogadores, o negócio continua cercado de incertezas e ainda depende de aprovação regulatória por parte da União Europeia.
Cenário adverso persiste na indústria dos games
A situação enfrentada pela EA reflete um panorama mais amplo no setor de games. Em 2026, várias empresas anunciaram cortes, fechamento de estúdios e reestruturações significativas.
Dentre os casos recentes estão o fechamento do estúdio Bluepoint Games pela Sony, cortes em diversos estúdios da Ubisoft, desativações de equipes focadas em realidade virtual na Meta e reduções na equipe envolvida no desenvolvimento de Payday 3 pela Starbreeze.
Além disso, a Microsoft já sinalizou aos seus colaboradores sobre uma nova rodada de demissões prevista para julho de 2026 na divisão Xbox.
Esse cenário enfatiza uma tendência crescente observada na indústria dos jogos nos últimos anos, onde as empresas buscam cortar custos diante do aumento dos orçamentos para desenvolvimento, mudanças tecnológicas e transformações no mercado global do entretenimento digital.
