No dia 22 de setembro, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou em seu discurso na 81ª Assembleia Geral da ONU que a administração norte-americana abandonará o termo “inteligência artificial” em seus documentos, optando por “superinteligência”.
Trump justificou essa alteração afirmando que a palavra “artificial” sugere que a inteligência gerada pela tecnologia não é genuína. “Estamos falando de superinteligência. Em outras palavras, bem-vindos ao novo mundo da superinteligência — SI”, afirmou durante seu pronunciamento na sede das Nações Unidas, localizada em Nova York.
Rejeição ao Controle Global da IA
O presidente também expressou que os Estados Unidos “rejeitam totalmente” qualquer esforço para estabelecer um sistema global de controle sobre a inteligência artificial. Para ele, é essencial que o avanço tecnológico prossiga, ainda que com mecanismos para gerenciar problemas potenciais.
“Não irei restringir o crescimento de algo que pode ser ainda mais significativo do que a Revolução Industrial”, destacou Trump, acrescentando que muitos acreditam que essa tecnologia poderá superar tanto a Revolução Industrial quanto a internet.
A supervisão do desenvolvimento tecnológico ficará a cargo do Departamento de Justiça e de outras agências responsáveis pela aplicação da lei, conforme afirmou o presidente. Ele ressaltou que esses órgãos poderão intervir quando necessário, mas a prioridade será promover a chamada “superinteligência”, sem impor limitações.
Liderança dos EUA em Relação à China
<pDurante sua fala sobre a competição tecnológica, Trump declarou que os Estados Unidos estão na vanguarda da área de "superinteligência" e continuarão nessa posição. “Quem dominar a SI, dominará”, enfatizou.
Ele também mencionou que os EUA estão à frente da China “de maneira significativa” e que seu governo tem como objetivo preservar essa superioridade. A disputa entre essas duas potências em relação à inteligência artificial é considerada uma questão estratégica pelo governo americano.
O presidente frisou que os EUA devem se manter “muito fortes” no progresso dessa tecnologia e deixou claro que não pretende limitar seu avanço através de regulamentações que poderiam inibir inovações.
Críticas aos Alertas sobre Riscos da IA
Trump também se manifestou contra aqueles que alertam sobre os possíveis perigos relacionados ao avanço da inteligência artificial. Ele fez uma comparação com grupos que anteriormente previram consequências graves das mudanças climáticas e agora levantam preocupações sobre possíveis desastres causados pela IA.
Citando previsões alarmantes sobre robôs podendo causar danos aos seres humanos e até mesmo ameaçar vidas, Trump vinculou essas preocupações a polêmicas políticas que ele considera serem “hoaxes”, ou seja, fraudes ou informações enganosas apresentadas como verdadeiras. Entre essas controvérsias estão alegações relacionadas à Rússia, Ucrânia, mudanças climáticas e imigração.
Ainda assim, o presidente reconheceu que o avanço tecnológico traz desafios. “Toda nova grande tecnologia apresenta seus obstáculos, e a superinteligência não é diferente”, afirmou.
No final desse segmento de sua fala, Trump reafirmou que os Estados Unidos lideram globalmente em “superinteligência” e continuarão fazendo isso de maneira “segura e responsável”. “Os americanos nunca foram uma nação que recua diante de um desafio, não importa quão grande ou assustador ele seja”, completou.
Enquetes para Definir Novo Nome da IA
Antes de defender o termo “superinteligência” na Assembleia Geral da ONU, Donald Trump conduziu uma série de enquetes nas redes sociais para determinar qual deveria ser o novo nome para a inteligência artificial. A primeira votação foi realizada no dia 19 de setembro e oferecia três alternativas: Superior Intelligence (SI), Extreme Intelligence (EI) e Supreme Intelligence (SI).
No resultado inicial, Superior Intelligence liderava as preferências, seguida por Supreme Intelligence e Extreme Intelligence. Posteriormente, Trump retirou “Supreme Intelligence” da disputa e lançou uma nova votação apenas com Superior Intelligence e Extreme Intelligence, justificando sua decisão pelo fato de “Supreme Intelligence” estar perdendo votos e por sua associação com a Suprema Corte dos EUA.
A sequência das enquetes mudou novamente quando Trump substituiu “Extreme Intelligence” por “Super Intelligence”, introduzindo esse novo termo para concorrer com Superior Intelligence. Essa foi a primeira vez em que “Super Intelligence” foi incluído nas votações — ou seja, o termo adotado por Trump na ONU não constava entre as opções iniciais.
No terceiro levantamento, “Super Intelligence” recebeu 65% dos votos contra 35% para “Superior Intelligence”, encerrando-se com um total de 50.707 participantes. Esse foi o termo escolhido por Trump para anunciar durante seu discurso no dia 22 de setembro, quando afirmou que os documentos oficiais dos EUA deixariam de utilizar “artificial intelligence” em favor de “super intelligence”.
O post Trump ‘aposenta’ IA na ONU: “bem-vindos ao mundo da superinteligência” apareceu primeiro em Olhar Digital.
