Artemis 2: Filmagem provoca especulações, mas resposta é descomplicada

Recentemente, uma série de postagens nas redes sociais despertou controvérsias sobre a missão Artemis 2, da NASA, após a exibição de uma entrevista da tripulação na CNN. As interpretações geraram especulações entre teóricos da conspiração sobre a veracidade do contorno da Lua pela espaçonave.

As suposições errôneas surgiram principalmente a partir de mal-entendidos relacionados à iluminação do lado oculto do satélite e a uma falha técnica durante a transmissão ao vivo.

BREAKING: Woman baffled by Grade 1 concept of Sun reaching Moon.

(Also "ill-informed" is doing some heavy lifting here.)

[image or embed]

— Crowbar (@crowbar.wtf) 7 de abril de 2026 às 05:46

Entenda a polêmica

<pDurante a entrevista, muitos internautas começaram a se questionar sobre o motivo pelo qual o lado afastado da Lua aparecia iluminado. A situação se intensificou com um post da escritora Naomi Wolf, que instigou dúvidas sobre essa questão e fomentou teorias de que a missão não teria realmente orbitado o satélite.

A confusão é parcialmente atribuída ao uso do termo “lado escuro da Lua”. Apesar da denominação, essa área não está permanentemente às escuras; trata-se apenas da face lunar que não é visível da Terra.

Iluminação do lado afastado da Lua

A Lua é gravitacionalmente fixa em relação à Terra, resultando na exibição constante da mesma face para o planeta. Contudo, ambos os lados — o visível e o oculto — recebem luz solar em quantidades semelhantes.

No momento em que a Artemis 2 se encontrava atrás do satélite, ele estava na fase minguante gibosa quando observado da Terra. No lado oposto, isso resulta em uma iluminação inversa, permitindo que partes do lado distante se tornem visíveis e iluminadas.

A NASA informou que, ao longo de cerca de seis horas de observação, os astronautas puderam observar aproximadamente 20% do lado afastado iluminado pelo Sol. Entre as formações avistadas estavam a bacia Orientale, a cratera Pierazzo e a cratera Ohm.

Circulavam também imagens nas redes sociais que contribuíram para aumentar a confusão, pois mostravam uma mescla das áreas dos lados próximo e distante da Lua, incluindo regiões conhecidas como mares lunares.

Suposta “tela verde” em entrevista

Uma nova teoria surgiu após um trecho da transmissão no qual um objeto usado pela tripulação para indicar microgravidade apresentou uma sobreposição visual peculiar.

Essa falha foi interpretada por alguns como prova do uso de uma tela verde, insinuando que a entrevista teria sido encenada em um estúdio. No entanto, esse efeito decorreu de um erro técnico específico na transmissão realizada pela CNN.

A questão está relacionada ao uso de processamento de chroma key, utilizado para inserir textos e gráficos nas imagens. Esse tipo de técnica pode ocasionar falhas esporádicas como aquela notada no vídeo. Gravações originais tanto da NASA quanto da emissora foram analisadas e não apresentaram erros semelhantes, indicando que não houve manipulação das imagens exibidas.