Uso excessivo de celulares provoca ansiedade e insônia em idosos, revela pesquisa

O uso excessivo de celulares pode resultar em problemas como insônia e ansiedade em indivíduos acima de 60 anos, segundo uma pesquisa realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A investigação revisou 20 estudos relevantes sobre o impacto do tempo de tela em idosos e detectou a ocorrência de nomofobia, que é o medo de ficar desconectado, entre essa faixa etária.

Renata Maria Silva Santos, pesquisadora do Instituto Nacional de Ciências e Tecnologia da UFMG, destacou ao Jornal Nacional, da TV Globo: “Esse fenômeno gera um desconforto geral, uma apreensão em relação à falta de bateria ou à ausência de conexão à internet.”

Pesquisadora aponta que idosos não desfrutam de ‘tempo saudável’ de tela

O estudo envolveu pesquisas realizadas ao longo de 11 anos com um total de 50 mil idosos, sendo que 11 mil deles residiam no Brasil. A pesquisadora afirmou: “A dependência se desenvolve, há uma maior dificuldade em lidar com informações falsas e uma exposição significativa aos riscos relacionados a golpes. Não temos uma definição clara sobre o que constitui um tempo saudável, ao contrário do que ocorre com adolescentes.”

Outro aspecto revelado pela pesquisa é que o uso prolongado de dispositivos digitais afetou negativamente a qualidade do sono entre os entrevistados com mais de 60 anos. Ivone, uma senhora de 80 anos, relatou que frequentemente joga no celular até altas horas e sente falta de energia para suas atividades diárias. “É muita informação, tudo ao mesmo tempo”, compartilhou durante sua entrevista ao JN.

É crucial ressaltar que o tempo gasto na frente das telas não é o único fator a ser considerado. Especialistas sugerem que é essencial analisar como esse tempo está sendo utilizado por meio dos dispositivos, como celulares e tablets.

Isso implica em questionar a qualidade do conteúdo consumido. O que esse material provoca nas pessoas? Podem surgir emoções negativas como ansiedade e angústia, mas também existem estímulos positivos como aprendizado e interação com familiares.

“As famílias devem prestar mais atenção à vulnerabilidade dessas pessoas idosas, pois elas necessitam de cuidados”, comentou a terapeuta ocupacional Renata Maria Silva Santos ao telejornal. “Precisamos aprimorar o suporte educacional relacionado ao mundo digital para essa população.”